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sábado, 2 de dezembro de 2017

Crítica ao livro Política segundo a Bíblia de Wayne Grudem

Escrito pelo professor e teólogo Wayne Grudem, que se formou em uma das melhores universidades do mundo, a Harvad, o livro Política segundo a Bíblia é uma delicada obra a ser recebida pelos evangélicos brasileiros.

O autor aponta uma visão bíblica geral sobre governo, conceitos de certo e errado mediante o olhar da moralidade das escrituras, separação entre a igreja e estado, direitos civis dos gays, porte de arma,  busca por liberdade individuais, além de adentrar em assuntos especifícos da política norte americana.

Wayne Grudem faz parte do partido republicano nos EUA, talvez seja por esta questão que o livro é polêmico, em alguns trechos ele coloca a liberdade individual acima do meio ambiente, adentra na questão de porte de armas e das guerras que os Estados Unidos se envolveram, no qual ela acredita ser positivo para combater o mal que há no mundo, talvez este seja os pontos mais delicados de sua obra, no qual eu como leitor não me senti muito confortável sobre sua visão, mesmo utilizando textos bíblicos. Ele também se posicionou contra os direitos civis dos gays a respeito do direito de ter sua união reconhecida pelo estado.

Wayne Grudem, mesmo com algumas partes polêmicas, é interessante seja pelos amplos conceitos apresentados sobre governo e a igreja, seja pelas analises dos estado de Israel antigo e os princípios de Deus pela humanidade, todavia é uma leitura no qual devemos ter o cuidado de filtrar, ou seja reter o que é bom, pois a questão política e a Bíblia está em amplo debate e é complicado fecharmos com um único posicionamento.

Enfim se o leitor procura uma visão conservadora da direita norte americano, que representa uma parte significativa de evangélicos nos EUA e aqui também a leitura pode enriquecer o pensamento desta escola, inclusive para entender os pontos de lógica entre como pensa uma das correntes do partido republicano americano.

Título:Política segundo a Bíblia
 Autor: Wayne Grudem
Editora:Vida Nova
Páginas: 191 pag.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Evangélicos e a Responsabilidade Ambiental - Livro A Rocha

O livro A Rocha – Uma comunidade evangélica lutando pela conservação do meio ambiente foi escrito por Peter Harris,  pastor anglicano e  fundador da primeira organização cristã em favor do meio ambiente, conta a história do trabalhoso e difícil começo da instituição, os seus propósitos e a sua visão.

O livro é simplesmente surpreendente, ele mostra o conflito de Peter e sua esposa Miranda Harris sobre abrir mão da liderança de uma igreja na Inglaterra para seguir um outro chamado que consiste em cuidar da criação de Deus, abrindo o centro de pesquisa que originou a organização A Rocha além de compartilhar o evangelho com os visitantes e abrir  uma comunidade cristã local. O livro também mostra as dificuldades do começo, o provimento do Senhor além de abordar as questões teológicas e a recepção da comunidade local e da comunidade da fé.

A leitura da obra A Rocha é encantadora, pois ela possui muitos elementos de humor britânico de Peter, além de oferecer argumentos para o cuidado do meio ambiente baseados na Bíblia. Sem contar as inúmeras histórias  engraçadas e um enredo cheio de contemplação da natureza, que gera a vontade de conhecer o sul de Portugal em qualquer leitor.

Peter Harris vive na prática uma vida de missão integral, não fazendo diferença entre o mundo espiritual e o material, algo infelizmente incomum na tradição cristã que foi influenciada pelo dualismo grego. Ele combate uma visão da natureza pregada pelos seguidores da Nova Era, apresentando uma teologia sólida, sobre o porque os cristãos e toda a humanidade devem abraçar a causa ambiental.

O livro também mostra como o espaço de discussão pública sobre a preservação de florestas é importante, para gerar mudanças políticas e como a pesquisa de animais e árvores pode influenciar nisso. Além de ser um guia de como fazer missão transcultural. Ótima leitura!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Livro: Fé na revolução

A editora Novos Diálogos, lançou recentemente o livro "Fé na Revolução", uma obra de Ciências Políticas, escrito por Joanildo Burity, que e Doutor em Ciência Política pela Universidade de Essex, na Inglaterra, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco e professor colaborador dos Programas de Pós-Graduação em Sociologia e Ciência Política da UFPE. É autor de Redes, Parcerias e Participação Religiosa nas Políticas Sociais no Brasil (Editora Massangana). Atualmente é professor na Universidade de Durham, Inglaterra, onde coordena o Programa Fé e Globalização.

Sinopse do Livro: A proximidade do cinquentenário da realização da Conferência do Nordeste, evento que constitui o fulcro deste estudo, e a crescente desenvoltura com que o setor hoje amplamente majoritário do protestantismo brasileiro, o pentecostalismo, movimenta-se no cenário da política institucional e eleitoral, tornam propícios o lançamento deste livro. Oferecer uma proposta de análise contextual da vinculação entre protestantismo e a vida social e política nacional pode ajudar a pôr em perspectiva algumas das posições em jogo hoje nessa área, religiosas e não-religiosas.

Os evangélicos precisam revisitar essa história. Ela abre a possibilidade de uma reinterpretação da identidade evangélica num contexto em que os altos e baixos da atuação eleitoral e dos envolvimentos com estruturas de governo ou com a prática parlamentar geram de parte de não-evangélicos (religiosos ou seculares) reconhecimento e valorização, mas também dúvidas e críticas ao perfil predominante do discurso evangélico.
Assista a entrevista com Joanildo Burity

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Diplomacia: Como resolver os conflitos Palestino-Israelense


O livro "Filho do Hamas" conta a história real de um filho do Hamas que se tornou espião isralense, se converteu ao cristianismo e ajudou a combater uma das maiores organizações terroristas do mundo.

Desde a infância, Mosab Hassan Yousef viveu nos bastidores do grupo fundamentalista islâmico Hamas e testemunhou as manobras políticas e militares que contribuíram para acirrar a sangrenta disputa no Oriente Médio. Por ser o filho mais velho do xeique Hassan Yousef, um dos fundadores da organização, todos acreditavam que ele seguiria os passos do pai.

Às vésperas de completar 18 anos, movido pela raiva e pelo desejo de vingança, Mosab decide assumir um papel mais ativo no combate a seus opressores e acaba sendo preso e levado para o mais terrível centro de interrogatórios israelense.

Depois de dias sob tortura, ele recebe uma proposta do Shin Bet, o serviço de inteligência interno de Israel: sua liberdade em troca da colaboração para identificar os líderes do Hamas responsáveis por ataques terroristas. A princípio, considera a oferta absurda. Afinal, como poderia trair sua religião e seu povo e ajudar seus inimigos?

Filho do Hamas é o relato impressionante do caminho inesperado que Mosab resolve seguir ao questionar o sentido de um conflito que só traz sofrimento para os inocentes, sejam eles palestinos ou israelenses. No livro, ele revela como se tornou espião do Shin Bet, narra passagens da vida dupla que levou durante 10 anos e fala das escolhas arriscadas que fez para conter a violência de uma das organizações terroristas mais perigosas do mundo.

Esta é também uma história de transformação pessoal, uma jornada de redescoberta espiritual que começa com a participação de Mosab num grupo de estudos bíblicos e culmina na sua conversão ao cristianismo e na crença de que "amar seus inimigos" é o único caminho para a paz no Oriente Médio.

Fonte: Filho do Hamas (Texto de capa do livro)

Assista a entrevista com Mosab:

Parte 2
Parte 3

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Biografia de Marina Silva está na lista de mais vendidos da semana


Marina - A vida por uma causa, obra escrita por Marília de Camargo César, é uma reportagem biográfica sobre a vida da senadora. Sua história é recontada desde a infância no seringal, sua alfabetização e ingresso na universidade, o início da militância e da vida política, o tempo no Ministério do Meio Ambiente, até a mudança de partido.

Menos de um mês depois de seu lançamento, o livro já figura entre os mais vendidos na lista semanal das revistas Veja e Época e dos jornais O Globo, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo na categoria não ficção.

São vinte e três capítulos dedicados não somente à Marina, são histórias que se fundem à dela, que influenciaram e foram influenciadas por ela, sua fé, suas convicções, seus princípios.

Uma série de eventos promoveram o lançamento da obra em diversas partes do país: Fortaleza, São Paulo, Manaus e Campinas.

O último foi realizado dia 20 de agosto, com a presença da autora, do pastor Ricardo Agreste e do sociólogo Paul Freston, que conversaram sobre a relação entre política e religião, com base na experiência de Marina Silva e todas as informações que Marília de Camargo César colheu no processo de criação do livro.

Fonte: Editora Mundo Cristão

Livro: Cristianismo e Política, teoria bíblica e prática histórica


Ultimato acaba de receber uma nova impressão do seu livro Cristianismo e Política, teoria bíblica e prática histórica, do bispo Robinson Cavalcanti. Cristianismo e Política é um clássico. Pela idade, pela relevância e pela abordagem do tema — uma “varredura” no texto bíblico que não corre o risco de envelhecer. No Antigo Testamento, no Novo Testamento, em Jesus, na história da Igreja e, finalmente, passando pela igreja brasileira. Parabéns ao leitor que continua mantendo novo o nosso lançamento de 2002.

Sinopse:Para o autor, não há nada mais cientificamente inexato e conceitualmente impossível do que a pretensão de ser apolítico. Ser político é algo inerente à condição do ser humano. Política significava, originalmente, o conhecimento, a participação, a defesa e a gestão dos negócios da polis. É impossível a existência sem autoridades, normas, sanções, mecanismos de participação, formas de decisão.

Ser apolítico é fazer uma opção para fora, uma opção pelo não ser, pela omissão. O apolitismo é uma elaboração de desculpa para o indesculpável, revestida, no caso do cristão, de uma embalagem espiritual, uma “espiritualização” do pecado. A ignorância, o medo, o preconceito, o egoísmo e a não-autenticidade são causas de tão danosa escolha.

Na história da batalha entre o reino de Deus e o reino da perdição, a tarefa do cristão é derrotar o demônio e empurrá-lo para fora desse domínio. É afirmar o senhorio de Jesus Cristo na história. A luta por um sistema mais justo ou por leis mais justas não pode ser travada às custas do esquecimento de que é necessária a graça de Deus para transformar o velho homem. E que qualquer mobilização ou ação política deve começar de joelhos.


Sobre o Autor:
Robinson Cavalcanti é bispo da Igreja Episcopal Anglicana do Recife, ex-diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Pernambuco, onde é professor de ciência política. É membro da Academia Pernambucana de Educação e Cultura, do Conselho Consultivo da Aliança Bíblica Universitária (ABU) e do London Institute of Contemporary Christianity. É membro fundador da Fraternidade Teológica Latino-Americana e representante para a América Latina da Associação dos Evangélicos na Comunhão Anglicana. Integrou a Comissão de Lausanne pra a Evangelização Mundial e a Comissão Teológica da Aliança Evangélica Mundial. É autor de, entre outros, A Igreja, o País e o Mundo, A Utopia Possível e Cristianismo e Política.

Livro: Religião e Política, sim; Igreja e Estado, não


A Editora Ultimato acaba de receber mais uma impressão do seu Religião e Política, Sim; Igreja e Estado, Não, do sociólogo Paul Freston. E ele não usa meias palavras: “Se alguém me pergunta se confio em algum político evangélico, respondo que não. Aliás, biblicamente, não devemos confiar em príncipes, mesmo que sejam evangélicos e tenhamos ajudado a colocá-los no poder”.

Para os apressados, uma dica: o último e maior capítulo do livro é, talvez, o mais prático e gostoso de ler. Ali o leitor vai encontrar uma espécie de "tudo que você gostaria de saber, mas tinha vergonha de perguntar", sobre os evangélicos e a participação política.

Sinopse: A visão cristã do Estado é que o Estado não deve ser “cristão”. O papel do Estado não é defender ou promover uma determinada igreja ou religião. Entretanto, dizer que a religião nada tem a ver com a ação política é lógica e historicamente falso. Religião e política podem, sim, ser misturadas.

Em um momento como o que vivemos hoje é muito fácil perder a esperança, cair no desânimo ou aderir ao cinismo. No entanto, as verdades bíblicas e o propósito ético dos novos céus e da nova terra, “onde habita a justiça”, nos inspiram naquilo que devemos fazer hoje. A fé cristã é, ao mesmo tempo, utópica e bastante realista. O sonho permanece; os seus portadores é que mudam.

“Se alguém me pergunta se confio em algum político evangélico, respondo que não. Aliás, biblicamente, não devemos confiar nos príncipes, mesmo que sejam evangélicos e tenhamos ajudado a colocá-los no poder. É por termos um ensino superficial do pecado que nos damos mal politicamente e criamos ídolos,

Sobre o Autor: Paul Freston, inglês naturalizado brasileiro, é doutor em sociologia pela UNICAMP. É professor do programa de pós-graduação em ciências sociais na Universidade Federal de São Carlos e, desde 2003, professor catedrático de sociologia no Calvin College, nos Estados Unidos. Escreveu também, entre outros, Evangélicos na Política Brasileira: história ambígua e desafios éticos (Encontro Publicações), Evangelicals and Politics in Asia, Africa and Latin America (Cambridge University Press), Protestant Political Parties: A Global Survey (Ashgate) e Evangelical Christianity and Democracy in Latin America (Oxford University Press).

Literatura para políticos: Em seus passos o que faria Jesus? - Resenha


O livro “Em Seus Passos o que faria Jesus?”, é uma das mais importantes obras do de ficção do Cristianismo, publicado em 1896 pelo pastor americano Charles M. Sheldon, o livro é considerado um de reflexão da vida cristã e sua influência social provocada pela transformação de vidas através do nome de Jesus. A obra literária de Sheldon foi o segundo livro mais vendido de sua época (1857-1946) de acordo com a revista “Publisher's Weekly”, perdendo somente para a Bíblia.

O autor explora a vida cotidiana de uma igreja localizada na cidade de Raymond, expressando a fé dos irmãos que a frequentavam e a do seu pastor, o Reverendo Henry Maxwell. A cidade de Raymond também é explorada, mostrando como a sociedade estava corrompida e longe do amor de Cristo.

Ao começar o desmembramento da estória, o Rev. Henry Maxwell, faz um belo discurso sobre a vida de Jesus e promove um apelo para seus ouvintes, ele pede aos irmãos que em todas as ações do cotidiano se perguntarem “Em seus passos o que faria Jesus?”, assim tendo como alvo viver a luz de Cristo. Alguns irmãos aceitam literalmente a proposta e daí começa o foco de transformações sociais e espirituais por toda a cidade.

Um dos personagens, membro da Primeira Igreja da cidade de Raymond é um empresário que possuí um Jornal, ele adere a pergunta e modifica toda a linha editorial do seu jornal, o que leva a perda de boa parte de seus leitores. Outra personagem é uma cantora do grupo de louvor da Igreja, ela se dispõe a ir até uma favela, onde morava pessoas humildes e carentes, para cantar e assim começar um ponto de pregação, muitos ao ouvir a sua doce voz se entregam a Cristo e largam os seus vícios, deixando os donos de bares descontentes. O terceiro personagem é outro membro da igreja que também fez um voto de seguir os passos de Jesus, o seu papel é se candidatar a prefeitura da cidade, assim fazendo uma campanha limpa, contudo seus oponentes não cristãos não fizeram ao mesmo e a consequência disso foi a perda da eleição.

“Em Seus Passos o que faria Jesus?”, é um manual da ética Cristã, mostra a influência que nós cristãos devemos fazer para gerar transformações sociais, políticas e espirituais no lugar onde convivemos, levando a bandeira de nosso Senhor Salvador Jesus Cristo. A leitura é edificante, deixando em muitos momentos os nossos olhos cheios de lágrimas e demonstrando o amor de Cristo para com as vidas. Realmente ao terminar de ler o livro, não existe a possibilidade de termos dúvidas de que os mandamentos, as admoestações, as palavras de Jesus, quando colocadas em prática leva o homem a felicidade.